Integrantes de escolas de samba e da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) rejeitaram a declaração do governador Sérgio Cabral, que durante o segundo dia de desfiles das agremiações do Grupo Especial, na segunda-feira, disse que os patronos ligados ao jogo do bicho devem ser afastados das escolas, como forma de profissionalizar as agremiações. Eles não veem problema na participação dos patronos e acreditam que o desfile pode até ser prejudicado se não houver ajuda deles.
Jorge Castanheira, presidente da Liga, declarou que, em 28 anos no carnaval carioca, nunca viu qualquer "ato errado ou ilícito" na Liesa, e acrescentou que se orgulha de trabalhar com os patronos. Castanheira disse ainda que o carnaval deve muito a eles.
Farid Abrão David, dirigente da Beija-Flor de Nilópolis, não gostou nada das declarações do governador. Farid é irmão do bicheiro e presidente de honra da escola, Aniz Abraão David, o Anísio, que está preso. Ele chamou a declaração de Cabral de "infeliz". O presidente de honra da Grande Rio, Jayder Soares, também se mostrou contrário ao governador. Ele disse não ver motivos para que o presidente Hélio Ribeiro de Oliveira, o Helinho, se afaste da escola. Helinho estava foragido desde dezembro do ano passado, quando aconteceu a Operação Dedo de Deus, para prender contraventores. Helinho conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. mesmo assim, não compareceu ao desfile da Grande Rio, alegando problemas de saúde.

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