Escolas do Acesso põem AESCRJ na Justiça

Desde a última quinta-feira, as 27 escolas dos grupos de Acesso C, D e E oficializaram na Justiça, na 20ª Vara Cível, o descontentamento com a atual direção da Associação da Escolas de Samba do Rio de Janeiro, a AESCRJ, e o resultado do último Carnaval. No processo, eles requerem uma nova diretoria e a mudança de como são tratados pela atual. O presidente do Unidos do Anil, Moisés Fernandes, que é o porta-voz do grupo dos descontentes, conversou com SRZD-Carnaval sobre o caso.
Na plenária que aconteceu na última quarta-feira, a reunião foi marcada para que a diretoria atual, encabeçada pelo presidente administrativo, Eduardo José da Silva, ouvisse a reclamação e tentasse acalmar os ânimos do grupo. Coisa que não foi conseguida. De acordo com Moisés, o grupo entregou a Ata da nova diretoria e a carta de todos os diretores administrativos para que a secretaria protocolasse (oficializasse) o conteúdo do documento.
"Quando o Eduardo José subiu, ele não quis ler o documento para não ter que lavrar a Ata, documento que daria posse aos novos indicados para assumir os trabalhos até maio. Ele não respeita nenhuma vontade dos presidentes. Por isso que na plenária, como ele não tinha argumento, ele ficou quieto e suspendeu a reunião", disse.
Além do direito de igualdade, Moises e o grupo reivindicam a transparência do resultado do Carnaval 2012. Segundo ele, há tempo
que a atual diretoria tem escondido os fatos.

"O mapa das notas do Carnaval 2010 só foi entregue neste ano. Cadê o mapa de 2012? Concretamente, nós temos provas de que a Unidos de Lucas (escola do grupo D) ganhou só porque o diretor jurídico da Associação tem relações com a escola. As condições em que ela se encontrava, ela não ganharia nem no grupo E. Mas tem um jurado disposto a favorecer a Unidos de Lucas, que é indicado do Fernando Leopoldino. É ele quem coordena todos os jurados", afirmou.
Com o processo em curso na Justiça, Moisés acredita numa solução ainda este ano e, que, caso não a tenha, as escolas não vão desfilar no Carnaval 2013.
"Eles manipularam durante 16 anos, mas acabou. Nós estamos dispostos a agir dentro da legalidade. Temos respaldo jurídico e esperamos o prefeito se pronunciar sobre tal fato. Se a diretoria permanecer, nós vamos fechar e não vai ter Carnaval 2013", disse.
Procurada, a Associação se pronunciou através do seu assessor de imprensa, Márcio Zuma, que não falará mais nada a respeito. A não ser perante ao juíz.

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